Deus, fonte do conhecimento verdadeiro

Nota do editor:  Este é o nono artigo da série de Hermisten Maia – O Ser, as pessoas e as coisas: Um diálogo entre Teologia e Filosofia. O texto apresenta a verdade central de que todo conhecimento verdadeiro tem sua origem no Deus Triúno, que se revela de forma soberana e graciosa. Somente ao conhecer esse Deus podemos compreender corretamente a nós mesmos e à realidade criada. A Escritura não especula sobre a existência divina, mas assume e anuncia um Deus que fala, age, cria e sustenta todas as coisas. Ele é simultaneamente transcendente e imanente: acima de tudo e, ao mesmo tempo, próximo dos que o buscam. Essa revelação molda a teologia como um serviço fiel ao Senhor e fundamenta a vida cristã em adoração, discipulado, humildade e confiança na Palavra e no Espírito que ilumina. Conhecer Deus é ser transformado pela verdade que liberta e conduz à verdadeira sabedoria.


É o fato de o Deus Triúno e Tripessoal ser onisciente e de todo conhecimento partir dele que podemos conhecer.

Conhecer a Deus em sua soberania e beleza, portanto, é um dom da graça do soberano Deus. Este conhecimento, por sua vez, nos liberta para que possamos conhecer genuinamente a nós mesmos e as demais coisas da realidade, possibilitando-nos ter uma dimensão adequada de todas as coisas com as quais nos deparamos.(1)

A Teologia como Serviço ao Senhor

Em outras palavras, citando Frame: “É um conhecimento acerca de Deus como Senhor, e um conhecimento que está sujeito a Deus como Senhor”. (2) A teologia é o trabalho do servo totalmente comprometido em ouvir e ensinar o que o seu Senhor revelou, rogando a Deus que lhe dê compreensão adequada e que transmita com fidelidade – sem nada acrescentar ou omitir – o que nos foi dado conhecer.

A Realidade à Luz do Conhecimento de Deus

Somente a partir de um genuíno conhecimento de Deus poderemos nos conhecer verdadeiramente, bem como toda a realidade. O conhecimento de Deus possibilita-nos enxergar a realidade em suas múltiplas facetas, com os seus valores próprios conferidos pelo próprio Deus que a sustenta. A verdade nos liberta (Jo 8.32) de uma visão puramente terrena ou mesmo metafísica, para que possamos visualizar cada aspecto da realidade dentro de um referencial fornecido pelo próprio Deus que a criou.

As Escrituras não tratam a Deus panteisticamente(3) nem deisticamente,(4) como normalmente ocorre com o pensamento pagão ao longo da história. Antes, nos mostram tal qual Ele se revela.

Conforme vimos, essa revelação ressoa em nós porque Deus a comunica por meio de categorias acessíveis à nossa mente(5) – tal como Ele a criou – acomodando-se, assim, à nossa capacidade de compreensão. (6)

A Imagem de Deus e o Senso do Divino

Apesar do pecado, permanecemos como imagem e semelhança de Deus em nosso aspecto metafísico,(7) trazendo em nós o senso do divino e revelando-nos, por isso, incuravelmente religiosos.(8) Além disso, é pelo seu Espírito que somos iluminados,(9) capacitados a alcançar uma compreensão verdadeira das Escrituras.

Bavinck sintetiza:

Todos os povos ou puxam Deus panteisticamente para baixo, na direção daquilo que é criado, ou o elevam deisticamente, colocando-o infinitamente acima da criatura. Em nenhum dos casos se chega a uma verdadeira comunhão, a uma aliança, a uma religião genuína. No entanto, a Escritura insiste em ambos: Deus é infinitamente grande e condescendentemente bom; Ele é soberano, mas também é Pai; Ele é Criador, mas também é Protótipo. Em uma palavra, Ele é o Deus da aliança.(10)

A Epistemologia Bíblica e a Criação

As Escrituras não se ocupam em discutir as “provas da existência de Deus”; antes, apresentam-nos um Deus que fala e age. A Bíblia parte do pressuposto teórico-prático da existência de Deus: Ele é o Senhor, um ser necessário e concreto.(11) Em vez de argumentar em favor de sua existência, as Escrituras começam com a afirmação de que Deus criou todas as coisas. Há algo mais prático do que isso?

Grande parte do agir divino se dá por meio de sua Palavra, que cria, recria, sustenta e transforma (Gn 1.1; 2.4).(12) Antes de abordar a matéria, as Escrituras iniciam com o Deus que cria, para então narrar o que Ele realizou conforme nos foi dado conhecer.

As primeiras palavras da Bíblia estabelecem o fundamento de toda a nossa compreensão teológica. O primeiro versículo de Gênesis contém uma proposição ontológica e epistemológica profunda.(13) Negar essa declaração revelacional – “No princípio, Deus” – conduz ao colapso da epistemologia, abrindo espaço para a construção de um deus esvaziado de poder e glória, fruto da imaginação humana,(14) o que pode pavimentar o caminho para o ateísmo absoluto.

A Presença de Deus na Criação

A Palavra de Deus nos ensina que Ele não está limitado pelo universo, pois este é obra de suas mãos. Deus é infinito; portanto, é imenso e eterno, transcendendo perfeitamente todas as limitações espaciais e temporais – características da criatura, não do Criador. Ainda assim, Deus está presente em todas as suas criaturas e em todos os lugares.

Não queremos com isso afirmar que Deus esteja presente da mesma forma em todas as suas criaturas. Sua presença se manifesta conforme a natureza de cada ser. Assim, podemos dizer que Deus habita de um modo no ser humano, de outro no mundo orgânico, e de maneira distinta no mundo inorgânico. O modo como Deus está em nós, seu povo, difere da forma como habita os incrédulos. Ele age soberanamente em uma variedade infinita de maneiras.(15)

Por meio do profeta Isaías, Deus declara:

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos. (Is 57.15).

A Palavra do Senhor, além de revelar aspectos sublimes de sua natureza, nos dá a conhecer elementos de seu propósito eterno − que inclui o amor que antecede nossa criação, o cuidado contínuo ao nos instruir sobre como viver, a correção quando nos desviamos, e a garantia final da salvação futura, já assegurada.

Essa revelação bíblica contrasta profundamente com as concepções da filosofia antiga. A diferença ontológica reside no fato de que Deus se distingue da matéria criada. Somente Ele é necessário, essencial, eterno e absoluto; nada lhe falta. Toda a criação, por outro lado, é contingente, não se sustenta por si mesma, e depende essencialmente de Deus para existir.

Há também uma diferença epistemológica. Os escritores bíblicos não se preocupam em explicar, argumentar ou provar a existência de Deus. Eles simplesmente creem que Ele existe, é autônomo e autopoderoso. Todo conhecimento verdadeiro provém desse Deus que se revela.

Transcendência e imanência

A fé cristã afirma simultaneamente a transcendência e a imanência de Deus. Ao declarar sua transcendência, rejeitamos o panteísmo; ao afirmar sua imanência, partimos da realidade da Revelação divina, negando o deísmo. A criação de todas as coisas decorre da vontade livre e soberana de Deus − inacessível à compreensão humana − e sua manutenção se dá por meio desse Deus pessoal, que se revela e se relaciona conosco.

A Bíblia ensina claramente essas duas verdades:

  1. O Céu e a Terra não podem conter Deus (1Rs 8.27; Is 66.1; At 7.48-49).
  2. Contudo, Ele sustenta os Céus e a Terra, estando especialmente próximo daqueles que o buscam com sinceridade (Sl 139.7-10; Is 57.15; Jr 23.23-24; At 17.27-28).

Calvino (1509-1564) exulta: “A glória de nossa fé é que Deus, o Criador do mundo, não descarta nem abandona a ordem que Ele mesmo no princípio estabelecera”.(16)

Foi com esse Deus que nossos primeiros pais se relacionavam. No entanto, escolheram rejeitá-lo, movidos pela pretensão de serem iguais a Ele.

Algumas considerações

Cremos que todo conhecimento verdadeiro começa em Deus. Ao conhecê-lo como soberano e belo, somos libertos para enxergar a nós mesmos e a realidade com clareza. Esse conhecimento não é apenas informativo − é transformador.

A Bíblia nos apresenta um Deus que fala e age, não um conceito filosófico. Rejeitamos o panteísmo, que confunde Deus com a criação, e o deísmo, que o afasta dela. Afirmamos que Deus é transcendente e imanente: Ele está acima de tudo, mas também próximo dos que o buscam com sinceridade.

Como povo de Deus, vivemos essa verdade:

  • Pregamos confiando na suficiência da Palavra.
  • Discipulamos com esperança, sabendo que o Espírito ilumina corações e mentes.
  • Servimos com humildade: Reconhecendo que somos apenas servos transmitindo o que nos foi confiado.
  • Adoramos com reverência e intimidade, reconhecendo Deus como Criador e Pai. Mantendo o temor diante da transcendência de Deus e a confiança na sua proximidade.

Fomos criados para conhecer a majestade de Deus, estimá-la acima de todas as coisas e honrá-lo com temor, amor e reverência. Essa é nossa confissão, nossa esperança e nossa prática.

 

Referências Bibliográficas

  1. BAVINCK, Herman. Dogmática Reformada: Prolegômena. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. v. 1.
  2. BAVINCK, Herman. Dogmática Reformada. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. v. 2.
  3. CALVINO, João. As Institutas. 3. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2022.
  4. CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v. 3.
  5. CALVINO, João. Instrução na Fé. Goiânia, GO: Logos Editora, 2003.
  6. CALVINO, João. Exposição de Hebreus. São Paulo: Paracletos, 1997.
  7. CALVINO, João. O Livro dos Salmos. São Paulo: Paracletos, 1999. v. 1 e 2.
  8. CALVINO, João. Salmos. São José dos Campos, SP: Fiel, 2009. v. 4.
  9. CALVIN, John. Commentary on the Book of the Prophet Isaiah. Grand Rapids, MI: Baker Book House Company, 1996. (Calvin’s Commentaries), v. 8/4.
  10. CALVINO, João. O Evangelho segundo João. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2015. v. 2.
  11. CALVINO, João. Exposição de Romanos. São Paulo: Paracletos, 1997.
  12. CALVINO, João. Exposição de 1 Coríntios. São Paulo: Paracletos, 1996.
  13. CALVINO, João. Sermões em Efésios. Brasília, DF: Monergismo, 2009.
  14. COSTA, Hermisten M.P. A Soberania de Deus e a responsabilidade humana. Goiânia, GO: Editora Cruz, 2016.
  15. COSTA, Hermisten M.P. O Homem no teatro de Deus: providência, tempo, história e circunstância. Eusébio, CE: Peregrino, 2019.
  16. FRAME, John M. A Doutrina do conhecimento de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
  17. HOEKEMA, Anthony A. Criados à Imagem de Deus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999.
  18. KUYPER, Abraham. A Obra do Espírito Santo. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
  19. LLOYD-JONES, D.M. O Supremo Propósito de Deus. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996.
  20. PLANTINGA, Alvin. Ciência, Religião e Naturalismo: onde está o conflito? São Paulo: Vida Nova, 2018.
  21. POYTHRESS, Vern S. Redimindo a Matemática: uma abordagem teocêntrica. Brasília, DF: Monergismo, 2020.
  22. SPROUL, R.C. A Santidade de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 1997.

(1)Veja-se: Hermisten M.P. Costa, A Soberania de Deus e a responsabilidade humana,  Goiânia, GO.: Editora Cruz, 2016.

(2)John M. Frame, A Doutrina do conhecimento de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 56.

(3)Panteísmo (“Pan” (pa=n = tudo, todas as coisas) & “Theós” (qeo/j = Deus)), é a doutrina que ensina que não há nenhuma realidade transcendente e que tudo é imanente; por isso, Deus e o mundo formam uma unidade essencial, sendo, portanto, a mesma coisa, constituindo um todo indivisível; por isso a negação da transcendência de Deus visto que Ele se confunde com a própria matéria, sendo esta a própria manifestação de Deus.

A Bíblia não confunde Deus com a matéria; antes, afirma que Deus criou a matéria (Gn 1.1) e a sustenta com o seu poder (Cl 1.17; Hb 1.3). Esta distinção entre o Deus Criador e a criação é um ensinamento fundamental das Escrituras.

(4)Deísmo é uma denominação genérica das doutrinas filosófico-religiosas que surgiram em meados do século XVII, as quais, contrapondo-se ao “ateísmo”, afirmavam a existência de Deus; entretanto, negavam a Revelação Especial, os milagres e a Providência. Esse Deus é concebido preliminarmente como a causa motora do universo. Uma das ideias predominantes, era a de que um Deus transcendente criou o mundo dotando-o de leis próprias e retirou-se para o seu ócio celestial, deixando o mundo trabalhar conforme as leis predeterminadas. Uma figura comum ao deísmo do século XVIII era a do relógio de precisão que seria o equivalente ao universo que trabalha sozinho depois de se lhe dar corda. Neste caso, Deus seria uma espécie de relojoeiro distante, apenas observando a sua criação sem “intervir” em suas questões cotidianas. A conclusão chegada pelos deístas é a que as leis que regem o universo são imutáveis. O deísmo consequentemente atribui à Criação a capacidade de se sustentar e se governar por si mesma. Temos aqui um naturalismo autônomo.

Desta forma, Deus é um proprietário ausente, que não age diretamente sobre a Criação; a única relação existente entre o Criador e a Criação, dá-se por meio de suas leis deixadas, as quais regem o universo de forma determinista. Deus seria regente do universo “apenas de nome”. O deísmo não deixa de ser um ateísmo prático visto que Deus não é considerado de forma concreta na vida de seus adeptos. Deus sai do cenário real e concreto, mas, o destino e o acaso terminam por ser entronizados. (Para maiores detalhes sobre o panteísmo e o deísmo, vejam-se: Hermisten M.P. Costa, O Homem no teatro de Deus: providência, tempo, história e circunstância, Eusébio, CE.: Peregrino, 2019, p. 96-101).

(5) “As tentativas de explicar a origem e a essência da religião sem fazer referência a Deus e sua revelação cognoscível estão fadadas ao fracasso” (Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Prolegômena, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 1, p. 302).

(6)Veja-se: João Calvino, As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 3, (III.7), p. 9-10.

(7) Podemos também chamar de aspecto “lato”, “estrutural” ou “formal”. (Para uma visão panorâmica do uso destes termos, veja-se: Anthony A. Hoekema, Criados à Imagem de Deus, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p. 84-88).

(8)“Assim como não se pode encontrar homem algum, por mais bárbaro e mesmo selvagem que possa ser, que não seja tocado por alguma ideia de religião, é certo que todos somos criados a fim de conhecer a majestade de nosso Criador, e tendo-a conhecido, estimá-la acima de todas as coisas e honrá-la com todo temor, amor e reverência” (João Calvino, Instrução na Fé Goiânia, GO: Logos Editora, 2003, Cap. 1, p. 11). “Os próprios ímpios são para exemplo de que vige sempre na alma de todos os homens alguma noção de Deus” (João Calvino, As Institutas. 3. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2022,  I.3.2). Vejam-se também: João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 11.6), p. 305; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 8.5), p. 167.

(9) “As mentes humanas são cegas a essa luz da natureza, a qual resplandece em todas as coisas criadas, até que sejam iluminadas pelo Espírito de Deus e comecem a compreender, pela fé, que jamais poderão entendê-lo de outra forma” (João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 11.3), p. 299). Vejam-se: João Calvino, As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 3, (III.7), p. 10-11; João Calvino, As Institutas, I.9.3; II.2.19; III.2.33; III.21.3; III.24.2; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 40.8), p. 229; João Calvino, Salmos, São José dos Campos, SP.: Fiel, 2009, v. 4, (Sl 119.18), p. 184; John Calvin, Commentary on the Book of the Prophet Isaiah, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, (Calvin’s  Commentaries), 1996, v. 8/4, (Is 59.21), p. 271; João Calvino, O Evangelho segundo João, São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2015, v. 2, (Jo 14.25), p. 109; João  Calvino,  Exposição de Romanos, São Paulo: Paracletos, 1997, (Rm 10.16), p, 374;  João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, São Paulo: Paracletos, 1996, (1Co 2.11), p. 88-89; (1Co 2.14), p. 93; João Calvino, Sermões em Efésios, Brasília, DF.: Monergismo, 2009, p. 154; João Calvino, Exposição de Hebreus,  São Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 6.4), p. 152,154; Abraham Kuyper, A Obra do Espírito Santo, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 113; D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 230.

(10)Herman Bavinck, Dogmática Reformada, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 580.

(11) Cf. Alvin Plantinga, Ciência, Religião e Naturalismo: onde está o conflito?, São Paulo: Vida Nova, 2018, p. 72.

(12)“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou” (Gn 2.4).

(13) Veja-se palestra que fiz na 5ª Conferência Teológica do Seminário JMC. Palestra  ministrada no dia 28.04.2023: https://www.youtube.com/watch?v=XPHDYqozigQ (Consultado em 15.10.2025)

(14) “Tanto nas épocas antigas como hoje, os ídolos se conformam à imaginação de quem os cria. Os ídolos têm, com o verdadeiro Deus, semelhanças o bastante para serem plausíveis, mas diferem no sentido de que nos deixam confortáveis e com a satisfação de manipular os substitutos que construímos” (Vern S. Poythress,  Redimindo a Matemática: uma abordagem teocêntrica, Brasília, DF.: Monergismo, 2020, p. 20-21). Veja-se: R.C. Sproul, A Santidade de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 1997, p. 205.

(15) Veja-se: João Calvino, As Institutas, I.16.3.

(16) João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 11.4-5), p. 241.

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