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John O’Leary sofreu queimaduras em 100% do corpo aos 9 anos e perdeu os dedos. Segundo a família, os médicos lhe deram 1% de chance de sobrevivência. Diante do quadro, seus pais e sua comunidade se mobilizaram em oração e cuidado, enquanto o próprio O’Leary escolhia manter a esperança.
Essa trajetória é o eixo de Alma em chamaslonga da AFFIRM Films dirigido por Sean McNamara (Surfer SoulAssim, Reagan), com estreia nacional em 10 de outubro. O filme relata a história real de resiliência de O’Leary e destaca a atuação de pessoas comuns que influenciaram seu caminho. A produção, filmada em St. Louis, cidade onde O’Leary reside, é baseada em seu livro Best-sellerno qual ele sustenta que escolher a vida e a esperança é uma decisão cotidiana, não apenas um sentimento.
O elenco traz Joel Courtney (Revolução de Jesus) como o jovem O’Leary e John Corbett (Casamento Grego) como o pai, Dennis (Denny). William H. Macy e DeVon Franklin completam a equipe principal. Para Courtney, a mensagem central envolve decisão e postura diante do sofrimento: “Escolher a vida é uma escolha”, afirmou o ator em entrevista. “John fala muito sobre a vida de vencedor ou de vítima que ele poderia ter escolhido, como Denny lhe contou. Você não escolhe o caminho que trilha, mas escolhe como trilha. E eu acho que isso é algo que John escolhe todos os dias. Ele escolhe amar, viver todos os dias. Isso é muito importante para ele, e sair para o mundo e compartilhar seu coração e sua história, assim que começou a dar palestras, foi simplesmente um ponto de inflexão em sua vida”.
O enredo acompanha O’Leary desde o acidente na infância até a fase universitária, período em que ele manteve uma aparência de confiança enquanto escondia a dor por meio de festas e tentava encobrir traumas. Courtney, que se identifica como cristão, disse ter se preparado para retratar a tensão entre vergonha e graça: “Ele era aquele cara divertido e festeiro que dizia: ‘Estou bem, não tem nada para ver aqui’”, relatou. “Mas, no fundo, ele estava se escondendo do mundo. Me colocar naquelas circunstâncias, tentar entender como é viver com aquele tipo de cicatriz e ainda aparecer, foi a parte mais difícil”.
Segundo o relato apresentado no filme, a mudança de rota de O’Leary envolveu o amor de sua melhor amiga, hoje esposa, Beth, e o apoio contínuo de sua família. Atualmente, ele é autor de best-sellers, pai de quatro filhos e palestrante motivacional. O próprio O’Leary expressou o desejo de que a narrativa enfatize os “heróis” ao seu redor, incluindo profissionais de saúde que o encorajaram na recuperação.
DeVon Franklin interpreta o enfermeiro Roy, personagem inspirado no profissional real que incentivou O’Leary a retomar os passos. “O enfermeiro Roy tinha a visão de que ou você lida com essa dor agora ou lida com a dor de nunca mais poder andar”, disse Franklin. “As Escrituras dizem para amar o próximo como a si mesmo; esse é um dos mandamentos. Quando você olha para o enfermeiro Roy e todos aqueles que estão em serviço, eles às vezes até sacrificam seu bem-estar pelo bem-estar dos outros. Para o enfermeiro Roy, eu me conectei com o que é a nossa fé: amor, serviço, comunidade e cuidado”.
John Corbett, que dá vida a Denny, apontou a motivação pessoal para aceitar o papel. “John O’Leary me enviou uma pequena mensagem em vídeo”, contou. “Ele estava com um sorriso enorme no rosto, dizendo o quanto adoraria que eu interpretasse o pai dele, como seria divertido filmar em St. Louis. Eu já tinha trabalhado com Sean McNamara antes, 20 anos atrás, em um filme da Hilary Duff. Então, nem precisei ler o roteiro; eu já estava no elenco. E aí me disseram que William H. Macy estava no elenco, e eu disse: ‘Sim, com certeza estou no elenco.’” Em seguida, resumiu o sentimento sobre a oportunidade: “Há uma legião de caras que adoraria interpretar o Denny. Estou honrado por ter conseguido fazer isso”.
Courtney afirmou que Alma em chamas repete, em parte, a experiência que teve em Revolução de Jesusao oferecer uma narrativa de coragem e esperança em meio a circunstâncias adversas. “Como cristão, sempre adorei contar histórias de fé”, disse. “Histórias em que as pessoas estão realmente passando por momentos difíceis, mas escolhem o amor, escolhem se apoiar em Deus, ser guiadas. Isso sempre é significativo para mim. Não faço apenas filmes cristãos, mas quando um como este surge, é especial. É pessoal”.
Para Franklin, relatos como o de O’Leary podem estimular ambientes de maior compaixão e apoio mútuo. “O interessante sobre John é que ele teve tantos heróis ao seu redor que o ajudaram a se tornar quem ele talvez nunca tivesse sido. À medida que ele se torna essa voz motivadora, ele usa o que recebeu para compartilhar esse presente com os outros”, afirmou. Na avaliação do ator e produtor, a obra sustenta uma proposta direta: “É realmente um filme de profunda compaixão”, acrescentou, de acordo com o O post cristão. “Minha esperança e oração é que as famílias vão ao cinema e saiam com isso. Podemos não ter ninguém em nossa família que tenha passado pelo que John passou, mas conhecemos pessoas que podem estar sofrendo ou talvez sofrendo”.
Franklin concluiu destacando o efeito prático que espera do público: “Espero e rezo para que o filme motive as pessoas a atender às necessidades daqueles que talvez não consigam fazer por si mesmos o que você tem a capacidade de fazer. Acho que precisamos voltar a isso, e acredito que Alma em chamas pode ser um catalisador para isso”.





