O cantor gospel Thalles Roberto voltou a repercutir nas redes sociais após participar da 29ª edição da Marcha para Jesus em Imperatriz (MA), realizada no feriado da Consciência Negra, em 20 de novembro. A apresentação reuniu grande público e momentos de intensa participação, mas um episódio específico acabou se tornando o principal foco de comentários: durante a ministração, o artista entoou o hino do Flamengo.
A atitude surpreendeu parte dos presentes e gerou reações distintas entre fiéis e internautas. Um grupo expressou incômodo, avaliando que a execução de um hino de clube de futebol não condizia com a proposta do evento, voltado à adoração e à evangelização. Nas redes sociais, usuários argumentaram que, em diversos contextos evangélicos, o futebol pode ser associado à ideia de “idolatria” e, por isso, não deveria ocupar espaço em um momento reservado exclusivamente ao culto público a Deus.
Entre as críticas, uma participante citou o texto de 1 João 2:15–17 para justificar sua posição, destacando o trecho “Não amem o mundo nem o que nele há… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. Para esse segmento, a mistura entre elementos seculares e um ato de louvor coletivo levanta questionamentos sobre limites e adequação em eventos religiosos.
Ao mesmo tempo, outra parte do público avaliou o episódio como um momento pontual de descontração, sem prejuízo ao conteúdo principal da Marcha. Defensores de Thalles Roberto afirmaram que a reação negativa seria exagerada e que eventuais equívocos devem ser tratados na esfera da consciência individual diante de Deus. Um seguidor comentou que continua percebendo “o agir do Senhor” por meio do ministério do cantor e lembrou relatos de pessoas que dizem ter sido alcançadas e curadas por suas músicas.





